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Pirola: O que sabemos sobre a nova variante da Covid-19

Linhagem BA.2.86 foi detectada em 11 países, segundo informações da Organização Mundial de Saúde



O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (6), que a variante BA.2.86 do vírus que causa a Covid-19, apelidada de “Pirola”, foi “detectada em pequenos números em 11 países”, até o momento.


Segundo Adhanom, a variante está sendo monitorada pela OMS para avaliar sua transmissibilidade e possíveis impactos.


Ainda não há informações de que a variante BA.2.86 tenha sido identificada no Brasil.


A variante é mais contagiosa?


Até o momento, as autoridades não divulgaram avaliações de riscos da nova variante.


No entanto, experimentos feitos por pesquisadores de dois laboratórios dos Estados Unidos indicam que o sistema imunológico pode combater a nova linhagem tão bem — e talvez até um pouco melhor — que ramificações em circulação da XBB.


Os testes de laboratório foram realizados a partir de anticorpos de indivíduos vacinados ou recentemente contaminados. O objetivo era investigar até que ponto os mecanismos de defesa seriam capazes de atuar contra variantes em circulação.


Os cientistas coletaram plasma de 66 pessoas e testaram sua resposta imunológica a dez subvariantes da Ômicron, incluindo a BA.2.86.


“Dois laboratórios independentes mostraram basicamente que BA.2.86 essencialmente não é uma fuga imunológica adicional em comparação com as variantes atuais”, afirmou Dan Barouch, diretor do Centro de Virologia e Pesquisa de Vacinas do Beth Israel Deaconess Medical Center e líder de um dos laboratórios.


Vacinas continuam eficazes?

Por enquanto, não há indícios de que a “Pirola” escape da proteção adquirida pelas vacinas contra à Covid-19 ou impacte no aumento de casos graves da doença.


Tanto a Moderna quanto a Pfizer, que produzem vacinas contra a Covid, afirmaram que seus imunizantes atualizados oferecem resposta contra a linhagem BA.2.86.


A Moderna informou que sua injeção gerou um aumento de 8,7 vezes nos anticorpos neutralizantes contra BA.2.86 em comparação com uma resposta de anticorpos naturais em ensaios clínicos em humanos.


Já a Pfizer disse que sua vacina mais recente com a parceira BioNTech 22UAy.DE provocou uma forte resposta contra a variante em um estudo pré-clínico em ratos.


As doses reformuladas das vacinas, voltadas para a subvariante XBB.1.5, devem ser lançadas pelas farmacêuticas na primavera.


Link de referência da matéria: https://www.cnnbrasil.com.br

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