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Não quero transformar todos em suspeitos, diz Múcio sobre ida de Delgatti à Defesa

À CPMI do 8 de janeiro, o hacker Walter Delgatti Neto afirmou que esteve em cinco oportunidades na pasta e teve uma reunião com militares para discutir a segurança das urnas eletrônicas


O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse, nesta quarta-feira (23), após reunião com o delegado-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que não quer transformar todas as pessoas da pasta em suspeitos pela reunião do hacker Walter Delgatti Neto com militares para discutir a segurança das urnas eletrônicas em 2022.

“Não existem imagens nas câmeras, porque elas têm um prazo de duração. Não existe nenhum registro. Por isso que nós estamos insistindo e pedimos aqui à Polícia Federal que nos desse um nome, para que a partir daí, pudéssemos fazer uma sequência de investigações. Mas nós não temos ainda”, explica Múcio.

“Também não quero transformar todas as pessoas do Ministério da Defesa em suspeitos, cria um clima desagradável de trabalho”, prossegue.

Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, Delgatti afirmou que esteve em cinco oportunidades na pasta e que entrou pela garagem do prédio. Ele também depôs à PF e teria informado os nomes das pessoas que o receberam.

Na sexta-feira (18), Múcio enviou para Andrei Rodrigues solicitando os nomes que foram citados pelo hacker em seu depoimento.

Entretanto, os inquéritos são sigilosos. Com isso, a PF não vai enviar oficialmente ao Ministério da Defesa o nome de quem esteve com o hacker.

A partir disso, Múcio entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para acessar a investigação.


O caso

Fontes que acompanharam as conversas dizem que Delgatti se reuniu com o então ministro da Defesa, o general Paulo Sérgio Nogueira, que, por sua vez, o enviou ao grupo de militares que investigava possíveis fraudes nas urnas. O grupo teria dispensado o hacker ao perceber que ele não entendia muito do assunto.

Delgatti foi enviado ao ministério da Defesa pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) para ajudar os militares nas investigações sobre possíveis fraudes nas urnas eletrônicas.

Não há registros da entrada do hacker no ministério, mas ele diz ter entrado pela garagem. Bolsonaro admitiu publicamente ter se reunido com ele no Planalto e mandado que um de seus ajudantes de ordens o acompanhasse até a Defesa.

Link de referência da matéria: https://www.cnnbrasil.com.br

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