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Missão Artemis: o que se sabe sobre o retorno dos humanos à Lua

Desde que o programa Apollo foi descontinuado em 1972, nenhum humano pisou no satélite novamente, mas a Nasa pretende mudar isso

Desde que o programa Apollo levou o homem à Lua pela primeira vez em 1969 e foi descontinuado em 1972, nenhum humano pisou no satélite novamente, mas a Nasa pretende mudar isso em breve.

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A missão Artemis tem como meta não apenas levar os humanos de volta à Lua ainda nesta década, como também enviar as primeiras astronautas mulheres e afrodescendentes para o satélite.

Para isso, a Nasa realizou a primeira fase do programa, sem astronautas a bordo, em dezembro de 2023. Artemis I foi uma missão de teste não tripulada que enviou a cápsula Orion da Nasa em uma viagem de 2,25 milhões de quilômetros para dar uma volta na Lua.


A agência espacial considerou a missão um sucesso e ainda está trabalhando para revisar todos os dados coletados.

Na quinta-feira (22), os Estados Unidos realizaram o primeiro pouso na lua em mais de 50 anos, com o módulo Odysseus, apelidado de “Odie”, sem tripulação.


“Odie” foi lançado por um foguete da SpaceX e da Nasa, com o objetivo de avaliar o ambiente lunar antes das missões tripuladas à Lua pelo programa Artemis.


Atrasos no cronograma

A segunda parte da missão, Artemis II, estava programada para ocorrer ainda em 2024 — em um voo tripulado, porém, sem pouso na Lua — e a próxima fase, Artemis III, para 2025 — esta com os astronautas pisando na Lua novamente.

No entanto, em janeiro deste ano, a Nasa anunciou atrasos no cronograma da missão.

De acordo com a agência espacial, Artemis II não deve decolar antes de 2025. Estima-se que a jornada dure cerca de dez dias e envie a tripulação para além da Lua, potencialmente mais longe do que qualquer ser humano já viajou na história, embora a distância exata ainda não tenha sido determinada.

Depois de circular a Lua, a espaçonave retornará à Terra para um pouso no Oceano Pacífico.

Isto resulta no atraso da missão Artemis III, que não ocorre antes de setembro de 2026, segundo estimativa da Nasa.

Grande parte da tecnologia que a missão exigirá, incluindo trajes espaciais para caminhar na Lua e um módulo lunar para transportar os astronautas até a superfície, ainda está em desenvolvimento.

As principais razões para o atraso incluem as perspectivas da SpaceX para o desenvolvimento do Starship, o gigantesco sistema de foguetes e espaçonaves que deverá transportar os astronautas ao polo sul da Lua. Dois voos de teste da Starship em 2023 terminaram em explosões.


Os astronautas que vão para a Lua

A lista de astronautas confirmados na missão Artemis II já foi divulgada pela Nasa: Christina Koch, Jeremy Hansen, Victor Glover e Reid Wiseman.


Christina Koch, 44, é uma veterana de seis caminhadas espaciais. Ela detém o recorde de voo espacial mais longo de uma mulher, com um total de 328 dias no espaço. Christina também é uma engenheira elétrica que ajudou a desenvolver instrumentos científicos para várias missões da Nasa. Ela também passou um ano no Polo Sul, uma estada árdua que pode muito bem prepará-la para a intensidade de uma missão lunar.

Jeremy Hansen foi selecionado para ser astronauta há quase 14 anos, mas ainda está esperando por sua primeira missão de voo. O piloto de caça de 47 anos se tornou recentemente o primeiro canadense a ser encarregado do treinamento de uma nova classe de astronautas da Nasa.

Victor Glover, um aviador naval de 46 anos que voltou à Terra de seu primeiro voo espacial em 2021, depois de pilotar o segundo voo tripulado da espaçonave Crew Dragon da SpaceX e passar quase seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional. O veterano de quatro caminhadas espaciais obteve um mestrado em engenharia enquanto trabalhava como piloto de testes.

Reid Wiseman serviu como Engenheiro de Voo a bordo da Estação Espacial Internacional para a Expedição 41 de maio a novembro de 2014. Durante a missão de 165 dias, Reid e seus companheiros de tripulação completaram mais de 300 experimentos científicos em áreas como fisiologia humana, medicina, ciências físicas e astrofísica.


Missão leva o nome da deusa grega Ártemis

A missão da Nasa para levar os humanos de volta à Lua leva o nome de Ártemis, irmã gêmea de Apolo e deusa da Lua na mitologia grega.


A missão Apollo, responsáveis por levar o homem à Lua durante no final da década de 1960, recebeu o nome do deus grego do Sol, da profecia, da poesia, das artes, da música, da medicina e da justiça.

Agora, com o esperado retorno à Lua, a missão também recebeu um nome cheio de simbolismo, inspirado na mitologia grega. Ártemis é irmã gêmea de Apolo, e deusa da Lua, da castidade, da caça, do parto e dos animais selvagens.

A deusa grega representa ao longo da história um símbolo de independência e protagonismo feminino — o que parece apropriado para a missão que levará uma mulher até um ponto da Lua no qual nenhum homem esteve, o polo sul.


Link de referência da matéria: https://www.cnnbrasil.com.br

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