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Massagem pode ajudar no alívio de cólicas menstruais? Especialistas explicam

Ao realizar o relaxamento da musculatura, técnicas podem diminuir o desconforto causado durante o período menstrual

Quando determinado período do mês chega para as pessoas que menstruam, em alguns casos, a cólica pode ser um dos fatores mais incômodos. Caracterizado pela contração uterina, o “fenômeno” ocorre no corpo feminino para expulsar o sangue.

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Nos casos em que nenhuma anormalidade é notada, a dor se dá por conta das prostaglandinas, substâncias que são liberadas durantes os processos inflamatórios de nosso corpo.

“Quando eliminamos o endométrio que não foi fecundado, temos uma leve contração uterina e essas prostaglandinas auxiliam“, explica a ginecologista e obstetra Maria Carolina Dalboni. Ainda de acordo com ela, algumas pacientes podem produzir mais ou menos dessas substâncias.

Porém, quando as dores menstruais são mais intensas, se torna essencial uma investigação para descobrir sua origem. “A cólica que a gente pode considerar normal é um leve desconforto na época da menstruação, que não é necessário usar medicamento e nem tira a mulher das atividades do dia a dia”, explica a ginecologista Mariana Rosário.

“Tudo que excede isso se torna preciso investigar”, ainda garante a especialista. “Essa cólica pode ser intensificada por um mioma ou por uma alta produção de sangue, quando endométrio engrossa demais isso fala a favor de uma alta produção de estradiol, um hiperestrogenismo ou uma predominância estrogênica”, complementa.

Segundo as especialistas, as dores intensas também podem ser provenientes de cistos ovarianos ou, até mesmo, por conta de uma endometriose, doença considerada extremamente inflamatória.

Quando as massagens são indicadas

Mariana explica que certos tipos de massagens podem ser indicados para pacientes com endometriose. “Para aquelas pessoas que vivem com a dor, ocorre uma contratura muscular local. Quando a musculatura é solta [através da massagem], é possível que o incômodo reduza”.

De acordo com o fisioterapeuta formado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Caio Ventura Schiabel, algumas técnicas de fisioterapia podem auxiliar no alívio da dor e no relaxamento muscular.

“Como, por exemplo, a massagem relaxante ou a liberação miofascial dos pontos de tensão na musculatura das costas e do quadril como paravertebrais, psoas e quadrado lombar. O calor da massagem ou de bolsas de água quente auxiliam na redução da dor, no relaxamento muscular e na melhor vascularização local, o que é essencial durante a menstruação”, explica o especialista.

Estimulação elétrica nervosa transcutânea

Além da massagem, uma outra opção para o alívio da cólica são as correntes eletroterapêuticas, reguladas em baixa frequência: o aparelho de estimulação elétrica nervosa transcutânea, também conhecido como TENS.

“O intuito dessa corrente é, através do estímulo de fibras nervosas alfa, que são fibras mais rápidas que as de transmissão de dor, realizar uma inibição no corno posterior da medula”, afirma o fisioterapeuta, que ainda simplifica:

“Um exemplo prático é quando batemos um local de nosso corpo e sentimos dor. Logo em seguida, esfregamos a mão nesta parte e a dor some. O estímulo tátil chega mais rápido à medula que o estímulo doloroso, desta forma, nosso cérebro entende que aquilo não está causando dor”.

A ginecologista Mariana Rosário ainda explica que o aparelho de estimulação elétrica age apenas na musculatura ao redor do útero. “O que pode sim, com certeza, melhorar [a dor]”, garante, ressaltando a importância de identificar a origem do incômodo para que seja encontrado o melhor tratamento.

Importância da atividade física

Já Maria Carolina Dalboni ressalta que a busca por um estilo de vida mais saudável pode ser um grande aliado na melhora das dores menstruais. “O açúcar e alimentos inflamatórios podem piorar muito“, indica e ainda recomenda. “A introdução das atividades físicas é de extrema importância para a melhora da cólica”.

Mariana Rosário explica que os exercícios físicos ajudam por conta da liberação de serotonina. “Isso dá uma diminuída nos fatores de inflamação”.

Segundo Caio Ventura, as atividades aeróbicas são as que mais auxiliam nessa redução, além de alterar a percepção de dor. “O aumento da atividade física também proporciona um aumento do limiar de incômodo da paciente, ou seja, o estímulo doloroso que antes gerava uma certa quantidade de dor, demandará mais estímulos para gerar aquela mesma sensação”.


Link de referência da matéria: https://www.cnnbrasil.com.br

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