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Gene que influencia no formato das células pode ajudar a explicar canhotos

Cientistas descobriram que variantes raras de gene envolvido no controle da forma celular são 2,7 mais comuns em pessoas canhotas

O que Lady Gaga, Barack Obama, Bill Gates, Paul McCartney e Justin Bieber têm em comum com Ronald Reagan, Jimi Hendrix, Judy Garland, Fidel Castro e David Bowie? Todos eles são canhotos, uma característica compartilhada por cerca de 10% da população mundial.

Mas por que algumas pessoas são canhotas e a maioria é destra? Essa é uma área de pesquisa ativa, e um novo estudo lança luz sobre um componente genético de algumas pessoas canhotas.

Pesquisadores identificaram variantes raras de um gene envolvido no controle da forma das células e descobriram que elas são 2,7 vezes mais comuns em pessoas canhotas.

Embora essas variantes genéticas sejam responsáveis por apenas uma pequena fração – talvez 0,1% – dos canhotos, os pesquisadores disseram que o estudo mostra que esse gene, chamado TUBB4B, pode desempenhar um papel no desenvolvimento da assimetria cerebral que está por trás da determinação da mão dominante.

Na maioria das pessoas, as duas metades, ou hemisférios, do cérebro têm anatomias ligeiramente diferentes e são dominantes para diferentes funções.

“Por exemplo, a maioria das pessoas tem a dominância do hemisfério esquerdo para a linguagem e a dominância do hemisfério direito para tarefas que exigem o direcionamento da atenção visual para um local no espaço”, disse o neurobiólogo Clyde Francks, do Instituto Max Planck de Psicolinguística, na Holanda, autor sênior do estudo publicado nesta terça-feira na revista Nature Communications.

“Na maioria das pessoas, o hemisfério esquerdo também controla a mão direita dominante. As fibras nervosas relevantes cruzam da esquerda para a direita na parte inferior do cérebro. Nos canhotos, o hemisfério direito controla a mão dominante. A questão é: o que faz com que a assimetria do cérebro se desenvolva de forma diferente nos canhotos?”

As novas descobertas podem ter relevância no campo da psiquiatria. Embora a grande maioria dos canhotos não tenha nenhuma dessas condições, as pessoas com esquizofrenia têm cerca de duas vezes mais chances de serem canhotas ou ambidestras e as pessoas com autismo têm cerca de três vezes mais chances, disse Francks.

“Alguns dos genes que funcionam no cérebro em desenvolvimento durante o início da vida podem estar envolvidos tanto na assimetria cerebral quanto nas características psiquiátricas. Nosso estudo encontrou evidências sugestivas disso, e também observamos isso em estudos anteriores em que analisamos variantes genéticas mais comuns na população”, acrescentou Francks.


Link de referência da matéria: https://www.cnnbrasil.com.br

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