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“Galáxias adolescentes” são extremamente quentes e têm surtos de crescimento

Pesquisa foi feita com auxílio do Telescópio Espacial James Webb (JWST); temperatura pode chegar a 13.350ºC

Uma pesquisa feita com auxílio do Telescópio Espacial James Webb (JWST), divulgada na segunda-feira (20), mostra que “galáxias adolescentes”, que se formaram entre 2 e 3 bilhões de ano após o Big Bang, são extremamente quentes e se comportam de forma semelhante aos adolescentes humanos.


Nas análises, os dados coletados pelos cientistas mostram que elas podem atingir temperaturas superiores a 13.350ºC, enquanto os bolsões mais quentes com galáxias costumam chegar a 9.700ºC no máximo.

O estudo conduzido por uma equipe de astrofísicos liderados pela Northwestern University, dos Estados Unidos, concluiu que as galáxias adolescentes apresentam surtos de crescimentos e passam por transformações que definem o resto de sua vida. A observação delas pode ajudar a desvendar informações sobre sua origem e a explicar porque a Via Láctea é do jeito que é, por exemplo.


“Usando o JWST, nosso programa visa galáxias adolescentes quando elas estavam passando por um período complicado de surtos de crescimento e mudanças. Os adolescentes muitas vezes têm experiências que determinam suas trajetórias até a idade adulta. Para galáxias, é a mesma coisa”, afirmou Allison Strom, pesquisadora do departamento de Física e Astronomia da Northwestern University.


Segundo Strom, o fato de as galáxias adolescentes serem mais quentes “é apenas uma evidência adicional de como as galáxias provavelmente eram diferentes quando eram mais jovens”.


Durante o último verão do hemisfério norte (que ocorreu entre julho e setembro deste ano), os pesquisadores liderados por Strom usaram o JWST para observar 33 galáxias adolescentes diferentes por 30 horas seguidas. Na sequência, o grupo combinou os espectros de 23 delas para tentar encontrar um padrão.


“É significativamente mais profundo e detalhado do que qualquer espectro que poderíamos coletar com telescópios terrestres de galáxias deste período da história do universo”, explicou Strom.


No estudo, oito elementos foram observados: hidrogênio, hélio, nitrogênio, oxigênio, silício, enxofre, argônio e níquel. Strom até esperava ver elementos pesados, mas diz que ficou surpresa quando conseguiu identificar a presença do níquel, que é raro e difícil de ser visto.


“Nunca, em meus sonhos mais loucos, imaginei que veríamos níquel”, disse Strom. “Mesmo em galáxias próximas, as pessoas não observam isso. Deve haver um elemento suficiente presente em uma galáxia e as condições certas para observá-lo. Ninguém nunca fala sobre observar o níquel. Os elementos precisam brilhar em gás para que possamos vê-los. Portanto, para que possamos ver o níquel, pode haver algo único nas estrelas das galáxias.”


Link de referência da matéria: https://www.cnnbrasil.com.br




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