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Fortalecido, Alexandre Silveira tenta destravar nomeações no Ministério de Minas e Energia

A indefinição aflige investidores em áreas estratégicas da economia, como o setor elétrico e a indústria de petróleo e gás

A reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a presidência do Senado deve desbloquear as nomeações para o segundo escalão do Ministério de Minas e Energia (MME). Com quase 40 dias de governo, elas seguem travadas pelo Palácio do Planalto. A indefinição aflige investidores em áreas estratégicas da economia, como o setor elétrico e a indústria de petróleo e gás.

O maior impasse está na indicação de Bruno Eustáquio para a secretaria-executiva da pasta. Servidor de carreira, com passagens pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), ele foi escolhido pelo ministro Alexandre Silveira para ocupar o posto.


No entanto, sua nomeação está paralisada desde o começo do ano. Os atos criminosos de 8 de janeiro fizeram o Palácio do Planalto congelar a análise de nomes considerados “bolsonaristas”. Entre 2019 e 2022, Eustáquio foi secretário-executivo adjunto do ex-ministro Bento Albuquerque e secretário-executivo de Marcelo Sampaio na Infraestrutura. Apesar de técnico, essa trajetória foi suficiente para entrar na lista de vetados pelo Planalto.

Alexandre Silveira, mineiro como Pacheco e um dos políticos mais próximos do presidente reeleito do Senado, foi peça-chave na articulação para sua vitória. Por isso, saiu fortalecido do processo e ganhou cacife no governo para destravar as nomeações congeladas.

Todo o segundo escalão o ministério está vago. E a função de secretário-executivo, número dois na estrutura dos ministérios, é estratégica em qualquer pasta. No caso do MME, porém, o posto ganha ainda mais relevância. Silveira é um político experiente, mas ainda está conhecendo os assuntos da área de energia e tem dito a interlocutores que precisa de técnicos experientes ao seu lado.

Depois da escassez hídrica em 2021, que acendeu o fantasma de um racionamento de energia, a situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas hoje é bastante tranquila. No entanto, sobram discussões áridas no setor. Uma delas envolve os incentivos para a geração distribuída de energia, com a instalação de placas fotovoltaicas nos telhados de residências e fazendas solares.

Além de Eustáquio, o ministro indicou ao Planalto pelo menos outros dois nomes para compor sua equipe de auxiliares mais próximos: Thiago Barral, atual presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), para a Secretaria de Planejamento e Transição Energética; e Gentil Nogueira de Sá, servidor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para a Secretaria de Energia Elétrica. Ambos são técnicos conhecidos e respeitados no setor.

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