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Dieta saudável à base de plantas pode diminuir ronco, mostra estudo

Segundo pesquisadores, uma alimentação rica em vegetais, frutas, grãos e oleaginosas pode reduzir risco de apneia do sono

Uma dieta saudável à base de plantas pode estar associada a um risco menor de desenvolver apneia obstrutiva do sono, uma condição de saúde caracterizada pela diminuição ou parada total da respiração ao dormir, o que leva a roncos altos. Achado é de estudo publicado recentemente no periódico ERJ Open Research.


A alimentação saudável à base de plantas é baseada em um consumo alto de vegetais, frutas, grãos integrais e oleaginosas e em um baixo — ou nulo — consumo de alimentos de origem animal.

De acordo com o estudo, pessoas que têm uma dieta com um consumo alto de alimentos de origem vegetal são 19% menos propensas a desenvolver apneia obstrutiva do sono, em comparação com aquelas cujo consumo de alimentos vegetais eram mais baixos.


Além disso, a pesquisa também descobriu uma diferença entre aqueles que consumiam uma dieta saudável à base de plantas e aqueles que não consumiam carne, mas cuja alimentação era menos saudável. Segundo os pesquisadores, pessoas com uma dieta rica em carboidratos refinados, bebidas açucaradas e alimentos com muito sódio tinham um risco 22% maior de desenvolver apneia em comparação com quem mantinha uma dieta saudável.


Para chegar a esses resultados, o estudo usou dados de 14.210 participantes da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição, que forneceram informações sobre suas dietas usando o método recordatório de 24 horas. Esse método consiste em uma entrevista na qual são feitas perguntas ao paciente sobre o que ele comeu e em quais quantidades ao longo do dia, geralmente iniciando as perguntas a partir da meia-noite da data em questão.


Além disso, o risco de desenvolver apneia do sono obstrutiva foi avaliado através do questionário STOP-BANG, que contém perguntas sobre o ronco, nível de cansaço ou sonolência ao longo do dia, falta de ar durante a noite e outras características da saúde, como pressão arterial, IMC (índice de massa corporal), idade e gênero.


A relação entre os hábitos alimentares e o risco de apneia obstrutiva do sono foi determinada com uma técnica chamada regressão logística, que usa matemática para encontrar as relações entre dois fatores de dados. Porém, mais estudos são necessários para confirmar as descobertas.


O que é apneia obstrutiva do sono?

A apneia obstrutiva do sono é um transtorno potencialmente grave. A condição é caracterizada pelo bloqueio das vias áreas pelo relaxamento dos tecidos da faringe e da base da língua, provocando falta de ar, roncos altos e ruídos sufocantes ao tentar respirar. Na tentativa de restabelecer a oxigenação do cérebro, a pessoa pode despertar várias vezes durante a noite.


Entre as causas da apneia do sono estão a obesidade e o sobrepeso, hipertensão arterial, idade (é mais comum em pessoas mais velhas) e histórico familiar. O diagnóstico é feito pela história clínica e exame físico pelo médico especializado em sono. O tratamento pode incluir mudanças no hábito do sono e da alimentação, fonoterapia, uso de aparelhos intraorais e, em alguns casos, cirurgia.


Link de referência da matéria: https://www.cnnbrasil.com.br

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