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Dengue hemorrágica: conheça a forma mais perigosa da doença

Os sintomas iniciais são os mesmo da dengue clássica, mas podem evoluir para um quadro grave e levar ao óbito; veja os sinais de alerta


A dengue hemorrágica é a forma mais grave da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, uma em cada 20 pessoas que contraem a doença podem desenvolver sintomas graves. Quando não identificada rapidamente e tratada, pode levar ao óbito.


Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o segundo país da América Latina com o maior número de casos de dengue hemorrágica. Ainda de acordo com a entidade, os países latino-americanos são os mais afetados pela forma grave da doença, sendo uma das principais causas de hospitalização e morte entre crianças e adultos.


Somente em 2024, o Brasil registrou, nas três semanas epidemiológicas do ano, 120.874 casos de dengue, representando um aumento de 170% em relação aos 44.752 casos registrados no mesmo período do ano passado. Também já foram registrados 12 mortes suspeitas por dengue neste ano.


Todas as faixas etárias estão suscetíveis à dengue hemorrágica, mas o risco pode ser maior em pessoas mais velhas ou que possuem comorbidades, como diabetes e hipertensão arterial. Além disso, as chances de desenvolver o quadro grave da doença é maior na segunda infecção.


A reinfecção pelo vírus da dengue é possível porque existem quatro variantes: o DENV-1 (vírus dengue-1), o DENV-2, o DENV-3 e o DENV-4. O período de maior circulação do vírus e seus subtipos é nas estações mais chuvosas, como primavera e verão. Por isso, é fundamental evitar o acúmulo de água parada para impedir que o mosquito transmissor coloque ali seus ovos e, consequentemente, dissemine a doença.


A seguir, conheça mais sobre a dengue hemorrágica, principais sintomas, como tratar e mais formas de prevenção.


Sintomas de dengue hemorrágica

Os sintomas iniciais da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue clássica e incluem a febre alta, manchas vermelhas no corpo, dor muscular e nas articulações e dor ao redor dos olhos. No entanto, a partir do terceiro dia de sintoma, o paciente pode entrar na fase crítica da doença. É nesse momento que os sintomas graves de dengue podem se manifestar, indicando um sinal de alerta. É o caso de:

  • Dor abdominal intensa;

  • Sangramento nas gengivas ou no nariz;

  • Fadiga;

  • Presença de sangue nas fezes;

  • Hipotensão postural (queda na pressão arterial após levantar);

  • Vômitos persistentes;

  • Hepatomegalia (aumento do fígado);

  • Dificuldade respiratória;

  • Letargia.

Ao notar um ou mais desses sintomas, é fundamental buscar atendimento médico para iniciar o tratamento adequado. Isso porque esses são sinais de extravasamento plasmático, quadro que pode levar ao choque e ao óbito.


Tratamento para dengue hemorrágica

O tratamento para dengue hemorrágica é baseado no repouso, na hidratação e no uso de medicamentos para reduzir os sintomas, como o paracetamol. É importante evitar o uso de anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e aspirina, pois podem aumentar o risco de hemorragia. Casos mais graves também podem demandar internação.


Como prevenir a dengue?

Para prevenir a disseminação do vírus da dengue é preciso reduzir a infestação do mosquito Aedes aegypti. Para isso, aposte em medidas como manter reservatórios e caixas d’água fechados e evitar água parada em pneus, latas, garrafas vazias ou calhas. Além disso, também é possível utilizar repelentes para evitar a picada do mosquito, principalmente em áreas de maior risco.


A vacina da dengue, Qdenga, também é uma forma importante de prevenção. Ela está disponível na rede privada e também na rede pública. O imunizante pode ser aplicado em pessoas de 4 a 60 anos de idade, independentemente da exposição anterior à doença e sem necessidade de teste pré-vacinação. A campanha de vacinação contra a dengue pelo SUS (Sistema Único de Saúde) terá início em fevereiro, segundo o Ministério da Saúde, com prioridade para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações.


Link de referência da matéria: https://www.cnnbrasil.com.br

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